A organização das escolas está
ultrapassada, e já está mais que comprovado que as crianças precisam experimentar,
brincar e interagir, o que não acontece se ficarem olhando para a nuca uma da outra, é essencial que os profissionais repensem a forma de sistematização.
A roda tem uma
organização que faz com que todos se enxerguem, consequentemente o grupo se
fortalece. Quando o educador incentiva a fala desenvolve também a escuta, mostrando que enquanto um fala o outro presta a atenção, ou seja, um de cada vez. Com o tempo o grupo cria uma proximidade, e o
professor passa a ser o mediador, tornando os alunos realmente o centro.
A roda de conversa tem vários benefícios,
mas não é tão simples, o educador precisa estar preparado para alguns questionamentos
e reclamações, ou até mesmo falta de interação genuína, já que muitos têm dificuldade de interação. Os menores o maior desafio é eles ficarem parados, é preciso um trabalho para que eles
entendam que a conversa é necessária e importante, mas com paciência o educador consegue criar esse
hábito de escuta ativa.
Como eles estão acostumados com a organização formal, pode
ser feito uma roda de conversa com as cadeiras, e em outras ocasiões propor que
se sentem no chão, mudar as formas de organização é importante para que eles
não criem uma memória corporal, eles vão conseguir te ouvir sempre que quiser falar, não apenas quando estiverem sentados na cadeira. É necessário que as escolas trabalhem outros tipos de organização corporal para que as crianças aprendam
realmente a conversar.
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